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| A Educação Nova | voltar lista |
| 18-03-2013 |
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Mais de meia centena de pessoas assistiram à conferência de Manuel Henrique Figueira com o título “Educação Nova: Escolas Novas e influência na escola pública (1882-1935)”, integrada no Ciclo de Conferências do Museu Bernardino Machado “Pedagogos e Pedagogia em Portugal”.
A comunicação estruturou-se em torno de três aspectos: i) Educação Nova (características: origens / influências / intenções), ii); Escolas Novas em Portugal (princípios estruturantes / organização pedagógica / imagens das escolas); iii) Educação Nova em Portugal (influência na escola pública / protagonistas).
Se nas origens temos pensadores como Rousseau, Pestalozzi, Fröbel, etc., no século XIX as preocupações essenciais da Educação Nova centram-se na especificidade do mundo infantil e na necessidade de o conhecer, procurando construir uma escola alternativa à Escola Tradicional que terá em conta a Medicina Pedagógica, o Higienismo Educativo, a Psicologia, as novas exigências político-económicas e as influências culturais.
As Escolas Novas, querendo-se alternativas à Escola Tradicional, vão construir-se fundadas no ensino activo, numa nova ecologia e arquitectura escolares, assim como numa nova acção educativa com vista à preservação dos escolares dos malefícios da sociedade com vista à construção de uma sociedade nova.
De entre os seus princípios estruturantes foram salientados: a instalação no campo; a co-educação; o regime de internato; a educação integral (intelectual / artística / manual / física / moral) e o ensino concreto (lições das coisas).
A Educação Nova em Portugal vai desenvolver-se por duas vias: de finais do século XIX até aos anos 20, através de Escolas Novas; dos anos 20 até meados de 30, através de Práticas Pedagógicas Inovadoras introduzidas de forma avulsa em escolas da rede pública de norte a sul do país.
Por fim, o conferencista destacou quatro figuras maiores deste movimento pedagógico, que o influenciam a partir de outras tantas visões: António Sérgio (a dimensão filosófica), Faria de Vasconcelos (a dimensão psicológica), António Lima (a dimensão sociológica) e Álvaro Viana de Lemos (a dimensão prática), tendo este último protagonista desempenhado um papel insubstituível no estabelecimento de uma rede de comunicação e de animação pedagógica entre os professores.
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