Na apresentação do Prof. Arnaldo Pinho (Professor Catedrático da Universidade Católica Portuguesa, Porto), o Prof. Norberto Cunha (coordenador-científico do Museu Bernardino Machado e em representação do Vereador da Cultura e do Vice-Presidente da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, Dr. Paulo Cunha), referiu-se ao conferencista convidado como um dos "impulsionadores e do recrudescimento pelo pensamento português contemporâneo".
Argumentando que a Igreja vai ter grandes dificuldades em dialogar com o iluminismo filosófico (segundo Kant, cada um usar o seu próprio entendimento), na medida em que a Igreja perdeu o espaço notável que tinha na cultura ocidental, para ganhar outro espaço, nomeadamente o espaço da convicção, o Prof. Arnaldo Pinho analisa, num segundo momento, as condenações pontifícias à Maçonaria, nomeadamente com Clemente XII, Pio XI e Leão XIII.
Desta forma, o Prof. Arnaldo Pinho, mais do que o imaginário referente à Maçonaria, foi analisando a perspectiva histórico-cultural e das ideias, estabelecendo um diálogo entre o Cristianismo e a Maçonaria, realçando nas Constituições de Andersen o princípio moral dos seus membros, segundo o que estabelecido nas mesmas Constituições.
As condenações à Maçonaria surgem, principalmente, pelo facto das referências papais identificarem a Maçonaria com o indiferentismo religioso e com o naturalismo. O terceiro momento de reflexão cingiu-se ao Concílio do Vaticano II (1962-1965), que retoma os princípios iluministas, tanto adoptados pela Maçonaria, como pelo Cristianismo.
O que o Concílio do Vaticano II realiza é tomar os princípios que foram condenados, tornando-os universais, nomeadamente os direitos humanos, a liberdade religiosa, especificando a linha antropológica, na medida em que a fé é uma atitude progressiva, na qual o homem vai aderindo de forma livre.
Paralelamente, estabelece-se assim, sob o ponto de vista doutrinal, um terreno comum, tendo sido este terreno comum apelidado pelo Papa João XXIII como sendo o terreno dos homens de boa-vontade.
Neste campo, o Concílio Vaticano II ao promover a liberdade religiosa, promove, igualmente, o diálogo com uma pessoa maçónica, ou com uma pessoa que seja crente ou não, estando assim nesta linha o diálogo ecuménico.
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