Na última sexta-feira, o Museu Bernardino Machado teve casa cheia para ouvir Jorge Martins Ribeiro falar sobre "Portugal e a Revolução Americana no tempo das Luzes". O professor universitário da FLUP/CITCEM resumiu em breves palavras a sua intervenção: "Portugal e a as Colónias Britânicas da América do Norte, desde cedo tiveram contatos, especialmente de caráter comercial no decurso do século XVIII. Apesar da Revolução Americana ter despertado simpatias em Portugal, a corte de Lisboa fechou os portos à navegação portuguesa, pelo que, só após o reconhecimento, em 1783, da independência dos Estados Unidos, pelo executivo português, se retomaram e até aumentaram as trocas diretas entre os dois países. O executivo estadunidense aceitou os desejos do governo português relativamente à existência de um representante diplomático permanente em Lisboa, tendo sido escolhido como ministro residente, o coronel David Humphreys. Tanto este como o seu sucessor no posto, foram homens capazes, que conseguiram conhecer bem a vida e o carácter dos portugueses. Entre os representantes de Portugal nos Estados Unidos, dois deles possuíam uma grande capacidade intelectual, pelo que também adquiriram um bom conhecimento da sociedade e da política americana, tendo feito tudo quanto estava a seu alcance para incrementar as relações bilaterais." |