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Luís Salgado de Matos debate hoje, 24 de março, pelas 21,30 horas, a problemática dos Partidos Políticos com a questão religiosa durante a I República voltar lista
15-03-2017


É nesta sexta-feira, 24 de março, que o Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, acolhe mais uma conferência do ciclo “Os Partidos e as grandes questões da I República”.
Desta vez o convidado é o professor Luís Salgado de Matos que vem abordar a temática «Os partidos políticos e a questão religiosa na 1ª República». Para o convidado, esta frase na aparência neutra evoca uma história que ainda hoje divide os portugueses: onde uns vêem perseguição, outros vêem libertação. Procuraremos ler a questão com outros óculos – que aliás Luís Salgado de Matos já utilizou em escritos publicados. O tema remete para as associações voluntárias hoje qualificadas partidos políticos. Luís Salgado de Matos referirá que depois do 5 de outubro de 1910 os partidos impuseram a religião como linha de clivagem entre eles – pois antes só a tinha assumido como objeto de necessária separação entre o Estado e a organização social (à qual a Igreja pertenceria). Depois de recontar a questão, com os tais óculos outros, o conferencista propõe-se evocá-la de outro ângulo, aliás menos frequente: na 1ª República, a religião perdeu ou ganhou relevância social e humana? Os dirigentes dos partidos republicanos eram antirreligiosos ou indiferentes, como os conflitos com o catolicismo parecem sugerir, ou eram religiosos? Tudo isto em menos de sessenta minutos, para depois haver um debate frutuoso.
Luís Salgado de Matos, nascido em Lisboa, no ano de 1946, é investigador principal com agregação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É formado em Direito (1969) e Doutor em Sociologia Política (2000) pela Universidade de Lisboa. Tem o Diplôme d’Études Approfondies em Análise Comparativa dos Sistemas Políticos pela Sorbonne (Universidade de Paris I, 1979).
O seu programa de investigação está centrado nas «instituições triangulares»: a Igreja, para a identidade; as Forças Armadas, para a segurança; e o Estado, para a reprodução (O Estado de Ordens, 2004). É autor de numerosa bibliografia sobre estas três instituições.

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