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| Brito Camacho, O Homem da "luta" | voltar lista |
| 26-05-2014 |
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A última convidada pela Câmara Municipal de V. N. de Famalicão e Museu Bernardino Machado para o Ciclo de Conferências "Ideias e Práticas do Colonialismo Português: dos fins do séc. XIX a 1974", foi a Professora Fernanda Rolla, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, proferindo a conferência "As Ideias Colonialistas de Brito Camacho", no último dia 23 de Maio.
Focando inicialmente a personalidade complexa de Brito Camacho, suscitando muitos ódios, quer não só em Portugal continental, como igualmente nas colónias e, em particular, em Moçambique, a Professora Fernanda Rollo desenvolveu a sua conferência em duas perspetivas: Brito Camacho republicano e Brito Camacho como Alto-Comissário em Moçambique.
Considerando Brito Camacho como uma das personalidades mais relevantes na ação do republicanismo, não na sua fase de propaganda, mas na sua fase posterior, a Professora Fernanda Rollo falou-nos de um Brito Camacho que suscitou muitas inimizades, tinha uma ironia muito mordaz e foi um estudioso na defesa dos seus ideais, nomeadamente o ensino, o fomento económico e no desenvolvimento colonial.
Se em 1896 com a criação do jornal "A Luta", Brito Camacho irá preconizar e promover a união republicana, jornal que será o embrião da mesma, no Governo provisório, após a implantação da República, Brito Camacho como Ministro do Fomento irá fundar e desenvolver o Instituto Superior Técnico, promove o Crédito Agrícola para o desenvolvimento da agricultura, entre outros projetos.
Controverso na I República, irá recusar-se a integrar o Governo da União Sagrada, surgirá contra a intervenção de Portugal na I Grande Guerra, na exceção de salvaguardar o património colonial e apoiará o golpe de Sidónio Pais, o que lhe irá causas grandes dissabores.
No pós-sidonismo, promove a união entre evolucionistas e unionistas e cria o Partido Liberal Republicano. Entre Março de 1921 a Setembro de 1923, Brito Camacho irá desempenhar o cargo de Alto- Comissário de Moçambique.
Reforçando a ideia da importância estratégica africana perante os acontecimentos mundiais, Brito Camacho defende a tese do desenvolvimento económico das colónias através dos seus próprios recursos, para não serem subsidiadas pela Metrópole.
Considerando que "o país não sabia o que as colónias são", promove várias dinâmicas para o desenvolvimento de Moçambique: defende a investigação científica, a instrução das populações indígenas, cria escolas de ensino profissional e geral agrícola, desenvolve o ensino técnico para a agricultura, pretendia introduzir o crédito agrícola, desenvolveu os estudos geológicos para o reconhecimento dos solos e para promover os recursos minerais, a sua dimensão cívica e crítica face às missões, alterando-as em escolas laicas e em escolas de artes e ofícios, etc.
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